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Dia dos Namorados

Cada ato criador de Deus no livro bíblico de Gênesis é acompanhado de uma singela constatação do Criador de que tudo que havia feito era bom. O universo foi esta boa obra que passou a existir através de sua Palavra criadora. Como tudo fica mais bonito com flores, Deus plantou um jardim e ainda moldou cuidadosamente um ser humano parecido com ele para cuidar das plantas e animais. Assim era o Paraíso. Tudo era perfeito, não fosse a solidão da única criatura do gênero humano. E assim, a constatação do Criador ainda continua muito atual: “Não é bom que o homem viva sozinho”. Nenhum homem consegue ser uma ilha isolada. Então disse Deus: “Vou fazer para ele alguém que o ajude como se fosse a sua outra metade” (Gênesis 2.18). E, ao ser apresentado à sua companheira, o homem recita os primeiros versos de amor na Bíblia: “Esta, afinal, é ossos dos meus ossos e carne da minha carne!” (Gênesis 2.23). Assim foram feitos um para o outro. O amor estava no ar.

Podemos dizer que aquilo que aconteceu…
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Domingo da Santíssima Trindade

O Domingo da Santíssima Trindade é uma oportunidade dentro do Ano Eclesiástico de recapitularmos com gratidão o mistério da salvação, que é a obra do Pai através do Filho, no Espírito Santo. O foco da celebração da Trindade não deve ser tanto a respeito da doutrina mas a respeito da venerável adoração, tal como é o foco no Credo Atanasiano: “a fé católica consiste em venerar um só Deus na Trindade e a Trindade na unidade ... deve ser venerada a Trindade na unidade e a unidade na Trindade" (Livro de Concórdia, pág. 20-21).

Uma esplêndida exposição da Trindade também encontramos no conhecido hino que o bispo inglês Reginald Heber (1783-1826) escreveu para a celebração da Trindade:

Santo! Santo! Santo! Deus onipotente,    [Ap 4.8]
cedo de manhã, cantaremos teu louvor.     [Is 26.9]
Santo! Santo! Santo! Trino Deus, clemente,
és um só Deus, excelso Criador!    [Is 6.3]

Santo! Santo! Santo! Clamam os remidos,    [Ap. 4.6,10]
entoando salmos diante do Senhor.
Honra, glória e bênção rendem reuni…

Pentecostes: a festa do Espírito Santo

Neste domingo próximo celebraremos o Pentecostes, uma das festas mais importantes do calendário cristão, que lembra a descida do Espírito Santo sobre os seguidores de Cristo, exatamente 50 dias após a sua ressurreição e 10 dias após a sua ascensão.

O texto bíblico conta que naquele dia “havia em Jerusalém judeus, devotos a Deus, vindos de todas as nações do mundo” (At 2.5). Estavam ali por causa da Festa das Semanas, que já antes do tempo de Jesus, em virtude da influência grega, era chamada de Pentecostes, uma palavra que significa “quinquagésimo”, pois era celebrada 50 dias (sete semanas) após a Festa da Páscoa (Lv 23.15,16; Dt 16.9,10).

No antigo calendário bíblico esta festa acontecia na colheita dos primeiros frutos (primícias) do trigo (Ex 23.16; 34.22). Também passou-se a recordar a renovação da aliança feita com Noé e mais tarde com Moisés e a entrega da Lei no Monte Sinai. Mas era observada mais como uma festa de ação de graças, ocasião em que eram oferecidos ao Senhor dois pãe…

Cantata de Bach para a Visitação de Maria

Magnífica cantada (BWV 147) que J. S. Bach compôs para a Visitação de Maria, lembrada ontem no calendário cristão.

Aqui a regência é do grande maestro alemão Nikolaus Harnoncourt, que faleceu ano passado. A cantata é interpretada pelo Concentus Musicus Wien (fundado por Harnoncourt) e Arnold Schoenberg Choir.

No seu livro "O Discurso dos Sons" (Jorge Zahar Editora), Harnoncourt tece uma crítica aos valores de nossa sociedade:

"Pagamos preço bem alto por aquilo que nos parece o cômodo, o indispensável; sem nos darmos conta, rejeitamos a intensidade da vida em troca da sedução enganadora do conforto - e aquilo que verdadeiramente perdemos, jamais recuperaremos."
Tantas coisas simples da vida, assim como a boa música, nos aproximam do Paraíso!

A ascensão de Jesus

O livro bíblico dos Atos dos Apóstolos relata que depois de ressuscitar, Jesus apareceu aos discípulos “por um período de quarenta dias falando-lhes acerca do Reino de Deus” (At 1.3). Ao final desse tempo, Jesus disse que o Espírito Santo desceria sobre eles. “Tendo dito isto, foi elevado às alturas enquanto eles olhavam, e uma nuvem o encobriu da vista deles. E eles ficaram com os olhos fixos no céu enquanto ele subia” (At 1.9-10). Hoje, passados 40 dias da Páscoa, a igreja cristã celebra a Ascensão de Jesus, lembrando o dia em que sua aparência visível ficou oculta da vista humana.

Diante de muitas circunstâncias dolorosas da vida, somos levados a pensar que se Cristo está lá no céu, ele está ausente de nossa realidade aqui embaixo. Tragédias como a da Inglaterra, nesta semana, trazem a sensação de que não estamos seguros aqui no mundo. Mas não precisamos ir muito longe, quando vivemos uma catástrofe social e política em nossa pátria e em nossas cidades convivemos com o medo e a inse…

Consolo sublime

Eis diante da cruz Maria, mãe de Jesus. Não está só, afinal. A irmã dela e duas amigas, também chamadas de Maria - a mulher de Cléopas e Madalena -, a amparam, enxugando lágrimas, segurando mãos, acolhendo em abraços o corpo cansado da mãe que vê partir o filho com o coração apertado.
Mas, da cruz, o menino de Maria, a mãe, as contempla. E vê também o amigo, o discípulo amado. Compadece-se do sofrimento materno e, antes do derradeiro suspiro, concede à mãe enlutada um filho para a amparar e ao amigo querido uma mãe para o amar. Consolo sublime na hora mais dura: receber um filho, ganhar uma mãe.

Baseado em João 19.25-27

Fonte: Mãe, Te Amo! São Leopoldo: Ed. Sinodal, 2007. pág. 5.

Raízes e asas: presentes de mãe

O apóstolo Paulo escreveu aos cristãos de Roma que estava certo de que nada pode separar o ser humano do amor de Deus, “nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura” (Rm 8.38-39). Pois eu também estou certo de outra coisa. Nada pode nos separar do amor de mãe, nem a distância, nem a vida adulta, nem o casamento, nem alguma outra coisa. A ligação telefônica que recebi de minha mãe na semana passada confirmam isso. Ela se mostrava preocupada com minha saúde e com o tempo que já passou sem visita-la, o que ela também julga importante para uma boa saúde emocional. Comovido por esse amor de mão, fui às lágrimas. Acredito que toda mãe, mesmo após os filhos terem alçado voo na vida, esperam que eles voltem de vez em quando ao ninho.
Conta-se que ao indagarem a mãe do pastor Martin Luther King Jr., sobre como havia educado seu filho para uma vida dedicada a Deus e…