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Mostrando postagens de Fevereiro, 2014

Santa Calvície!

Estava pesquisando na internet o texto original de um hino de Sinésio de Cirene (c. 365- c. 414) que está no hinário da Igreja Luterana do Sínodo Missouri (Lord Jesus, Think on Me, traduzido por Allen William Chatfield, sob o n.º 610 no Lutheran Service Book). A prova de que os fatos curiosos nos chamam a atenção, é que minha pesquisa tomou outro rumo ao verificar que este filósofo neoplatônico e bispo de Ptolemais, antiga cidade da província romana de Cirenaica, escreveu um Elogio da Calvície. Sinésio de Cirene (370-413) escreveu o Elogio da Calvície como resposta ao Elogio da Cabeleira de Dion de Prúsia ou Dion Crisóstomo
O Elogio era um gênero literário de estilo pomposo para celebrar alguma divindade, personagem, cidade, etc. Posteriormente começou a aparecer os elogios do papagaio, do mosquito, da cabeleira, da mosca, da calvície, etc. O gênero chega ao renascimento com o Elogio da Loucura de Erasmo de Roterdam. Há muitas traduções das obras de Sinésio na internet, principalme…

O Imponderável - Fabrício Carpinejar

Fabrício Carpinejar
Nunca sei o que pode ocorrer por mais que tenha antecipado situações.

Já me acostumei com a visita do Imponderável em minha vida.

Ele entra sem permissão, sem licença e muda a ordem dos acontecimentos.

Tenho certeza que você também conhece. Ele não deixa nenhum lar desassistido. Não compra ingressos, não paga estacionamento. Para qualquer evento, usa carteiraço. Entra em casamento, em velório, em aniversário com a maior cara-de-pau.

Quando treinamos a realidade, não programamos a sua presença indiscutível.

É ele que manda e decide. Somos coadjuvantes de seus repentes. Você teve que lidar com sua invasão fantasmagórica no vestibular quando se via afiado e surgia o branco, no momento de atravessar uma festa para chamar uma colega para dançar e alguém se antecipava.

O Imponderável tem preferência por quem se prepara antes para um teste emocional. Sua diversão é destruir nossos roteiros e planejamentos, mostrar que não somos onipotentes, que não há como cantar vitória …