Há no firmamento Um frio lunar. Um vento nevoento Vem de ver o mar. Quase maresia A hora interroga, E uma angústia fria Indistinta voga. Não sei o que faça, Não sei o que penso, O frio não passa E o tédio é imenso. Não tenho sentido, Alma ou intenção... Estou no meu olvido... Dorme, coração... PESSOA, Fernando. Vozes da Saudade . Cotia: Vergara & Riba Editoras, 2007.