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Postagens

Teatro: Larissa não mora mais aqui

Porquê Pensar?

Acabo de ler o artigo intitulado " Porquê Pensar?"  de Boaventura de Sousa Santos , sociólogo e Professor Catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Tem a ver com a postagem anterior, por isso o reproduzo aqui tal como publicado no sítio do Centro de Estudos Sociais (CES) . Não deixe de ler também o texto "Seis razões para pensar" que faz a mesma discussão na Lua Nova , revista de política e cultura do Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (Cedec) . Eis o artigo: O mundo contemporâneo exige que pensemos mas priva-nos frequentemente das condições para pensar Recentemente, os cientistas sociais do CEDEC, um prestigiado centro de investigação sociológica do Brasil, propuseram-me que, juntamente com eles, tentasse responder à pergunta: porquê pensar? O interesse específico deles era encontrar razões e caminhos para pensar o Brasil mas queriam encontrá-los a partir de uma reflexão mais geral sobre porquê e como pensar as sociedades dos...

Ler devia ser proibido

Achei muito interessante o vídeo acima. Acabou por me conduzir a algumas reflexões a respeito do que lemos e por que lemos, principalmente coisas tão antigas. Na busca de uma ordenação das minhas reflexões acabei caindo no Prefácio do Harold Bloom ao seu livro “ Como e por que ler ” (“ How to read and why ”, no original): “... existe uma razão precípua por que ler. Nos dias de hoje, a informação é facilmente encontrada, mas onde está a sabedoria? Se tivermos sorte, encontraremos um professor que nos oriente, mas, em última análise, vemo-nos sós, seguindo nosso caminho sem mediadores. Ler bem é um dos grandes prazeres da solidão; ao menos segundo a minha experiência, é o mais benéfico dos prazeres. Ler nos conduz à alteridade, seja à nossa própria ou à de nossos amigos, presentes ou futuros. Literatura de ficção é alteridade e, portanto, alivia a solidão. Lemos não apenas porque, na vida real, jamais conheceremos tantas pessoas como através da leitura, mas, também, porque amizades ...

Haiti: como tirar proveito de um desastre

Sob o título “ Haiti Disaster Capitalism Alert: Stop Them Before They Shock Again ” Naomi Klein fez o seguinte alerta em seu artigo: “Os leitores do The Shock Doctrine sabem que a Heritage Foundation foi uma das principais defensoras da exploração de desastres para empurrar suas políticas corporativas impopulares . A partir deste documento , elas estão aí outra vez, nem mesmo esperaram um dia para usar o terremoto devastador no Haiti para empurrar as suas chamadas reformas.” Naomi destaca uma citação primária que julga revelar o instinto da proposta: "Além de fornecer assistência humanitária imediata, a resposta dos EUA ao trágico terremoto no Haiti oferece oportunidades de reforma do governo e da economia a longo prazo disfuncional do Haiti, bem como melhorar a imagem pública dos Estados Unidos na região". Logo no título a proposta se revela gananciosa: "Em meio ao sofrimento, a crise no Haiti oferece oportunidades para os EUA". Nunca a milenar sabedoria chinesa...

Amor

Amor . Como explicá-lo? Se é que tem explicação! "Quem inventou o amor? Me explica por favor". A primeira definição do  Larousse  é assim: amor (ô) s.m.  (lat. amor ). 1. Sentimento que predispõe as pessoas a desejarem o bem de outrem, ou de alguma coisa. Que lindo isso! Nada de interesse! Deu pra perceber? Não é coisa muito elaborada, baseia-se em sentimento. Os fragmentos abaixo são retirados do livro de Rubem Alves, intitulado Amor  (4ª ed. Campinas: Papirus, 2005), um livretinho bacana que traz um universo de reflexões sobre o Amor. Antes de ser feito com o corpo, o amor é feito com as palavras. (pág. 5) O amor vive no sutil fio da conversação, balançando-se entre a boca e o ouvido. (pág. 6) Nosso corpo padece desta doença: o amor. Seu limite não é a pele. Ele contém o universo inteiro. (pág. 16) O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranqüila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: "Se ...

Finkelstein em Porto Alegre

Israel Finkelstein , arqueólogo renomado e professor do Departamento Jacob M. Alkow de Arqueologia e Culturas do Antigo Oriente Próximo , do Instituto de Arqueologia Sonia e Marco Nadler da Universidade de Tel Aviv, estará em Porto Alegre na próxima quarta, dia 30/10, onde fará uma palestra no Auditório da Faculdade de Direito da UFRGS. Na ocasião também acontecerá uma mesa redonda abordando o tema " Religião e Racionalidade: A História Bíblica e a Investigação Arqueológica ", com a participação do Prof. Nelson Kilpp, da Escola Superior de Teologia de São Leopoldo, do Doutorando Josué Berlesi, da Universidade de Buenos Aires e do Prof. Anderson Zalewski Vargas, da UFRGS. Mais detalhes sobre o evento no blogue Observatório Bíblico . Entre outros trabalhos já realizados, Finkelstein dirige escações em Megiddo , juntamente com o Prof. David Ussishkin, e é autor, com seu colega americano, o historiador e arqueólogo Neil Asher Silberman, do livro “ The Bible Unearthed: Archa...

Kaiowá Guarani

Foto: Valter Campanato/ABr Depois de passar o final de semana refletindo sobre os índios, me deparo com estas publicações muito oportunas no sítio do IHU : I. O agronegócio incendiário e racista (20/09/2009) "Sequer à beira das estradas os índios são tolerados. Querem vê-los distante ou embaixo da terra  para tranqüilizarem suas consciências, escreve Egon Heck , do Conselho Indigenista Missionário - Mato Grosso do Sul, denunciando nova chacina contra a comunidade Kaiowá Guarani , no Mato Grosso do Sul. Eis o artigo. “Você quer ver, vem olhar aqui, tem quatro bugres mortos, vem ver!”, o tom de deboche e ameaça era revelador de um quadro tétrico de racismo e ódio que se julgava restrito às páginas da história de extermínio das populações indígenas no continente e no mundo. Mas naquela hora  do meio dia de 18 de setembro, à beira da BR 486 , a cena era muito real. Enquanto uma integrante do Cimi fotografava o que restou das casas queimadas, onde ainda a fumaça e pequ...