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Mostrando postagens com o rótulo humanidade

Caim - O novo romance de José Saramago

"Caim". Este é o título do novo romance de José Saramago . Obviamente, com este título, já supomos que Caim seja um dos protagonistas. "Outro é Deus, outro ainda é a humanidade nas suas diferentes expressões", escreve Pilar del Río , esposa do escritor e presidente da Fundação José Saramago em artigo publicano no no blogue da instituição. Leia na íntegra : Saramago escreveu outro livro. O seu título é “Caim”, e Caim é um dos protagonistas principais. Outro é Deus, outro ainda é a humanidade nas suas diferentes expressões. Neste livro, tal como nos anteriores, “O Evangelho segundo Jesus Cristo”, por exemplo, o autor não recua diante de nada nem procura subterfúgios no momento de abordar o que, durante milénios, em todas as culturas e civilizações foi considerado intocável e não nomeável: a divindade e o conjunto de normas e preceitos que os homens estabelecem em torno a essa figura para exigir a si mesmos - ou talvez seria melhor dizer para exigir a outros- uma f...

A Despedida de Saramago

No momento em que reativo meu blogue, José Saramago dá adeus ao seu. Em 31 de agosto se despede de seu " O Caderno de Saramago ". Amparando sua decisão no provérbio popular que diz que "não há bem que sempre dure nem mal que ature" (dure, perdure, persista, não acabe, seja lá como você o conhece), o escritor de além-mar reconhece que mesmo algo de mal que tenha escrito, não poderiam ser diferentes, senão melhores. Saramago diz que vai dedicar-se a outro livro que está escrevendo e nos deixa na companhia de "Caim", que vai dar muito o que falar, talvez eu até escreva alguma coisa aqui. E acho que são exatamente as repercussões desse esperado lançamento que o trará a público novamente. Na verdade, a despedida de Saramago parece mais propriamente um até breve. Ele prório reconhece que não quer ser tão radical, tomando uma decisão irrevogável. À maneira de Saramago, pensando melhor, não há que ser tão radical...

O silêncio

" Os tagarelas alegres são emissários do demônio porque com suas palavras tolas eles nos tiram das águas profundas ", Rubem Alves em artigo publicado na coluna Cotidiano da Folha de São Paulo, em 18/03/2008. Eis o artigo: O vento frio, aos golpes, anunciava que o inverno estava se aproximando. Nuvens cinzentas cobriam os Alpes, como navios que navegavam velozes, levadas pelo vento. Era um velho mosteiro de freiras que praticavam o silêncio, costume abençoado que libertava as pessoas da obrigação de conversar com os vizinhos às mesas de refeições. Não ser obrigado a conversar é uma felicidade. É raro que as pessoas entendam isso. Eu iria dar uma fala, faltava ainda meia hora e procurei um lugar escondido onde pudesse ficar quieto com os meus pensamentos. Achei-o sob uma escada, quase invisível e ali me escondi. Foi então que uma pessoa delicada me viu ali sozinho e bondosamente pensou: "O professor Rubem Alves está abandonado..." Dois minutos depois meu refúgio ...