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Mostrando postagens com o rótulo rubem alves

Amor

Amor . Como explicá-lo? Se é que tem explicação! "Quem inventou o amor? Me explica por favor". A primeira definição do  Larousse  é assim: amor (ô) s.m.  (lat. amor ). 1. Sentimento que predispõe as pessoas a desejarem o bem de outrem, ou de alguma coisa. Que lindo isso! Nada de interesse! Deu pra perceber? Não é coisa muito elaborada, baseia-se em sentimento. Os fragmentos abaixo são retirados do livro de Rubem Alves, intitulado Amor  (4ª ed. Campinas: Papirus, 2005), um livretinho bacana que traz um universo de reflexões sobre o Amor. Antes de ser feito com o corpo, o amor é feito com as palavras. (pág. 5) O amor vive no sutil fio da conversação, balançando-se entre a boca e o ouvido. (pág. 6) Nosso corpo padece desta doença: o amor. Seu limite não é a pele. Ele contém o universo inteiro. (pág. 16) O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranqüila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: "Se ...

Estou triste

Já usei este espaço pra falar sobre a crise de identidade do PT e, mais recentemente, sobre as baixas no partido (Flávio Arns e Marina Silva), por isso, achei muito oportuno reproduzir aqui as palavras do Rubem Alves no artigo "Estou triste", publicado no Portal Aprendiz em 01/09/2009 . Eis o artigo: Chegou-me, via internet, este artigo que publiquei faz muitos anos, a propósito do momento político que o país vivia. Eu havia me esquecido dele. Espantei-me. Eu poderia tê-lo escrito hoje. As máscaras, os nomes, os eventos são outros. Mas o "script" é o mesmo. Será que o escrevi num momento de lucidez profética? "Perdi as esperanças. Escrever, que sempre me foi um motivo de alegria, agora é coisa que faço me arrastando. Penso que o melhor seria parar de escrever. Vinicius se referia à sua "inútil poesia". Poesia é inútil. Os poetas são fracos. As fórmulas dos demagogos são mais palatáveis. Escrevo inutilmente. Minhas tristezas são duas. Hoje esc...

O silêncio

" Os tagarelas alegres são emissários do demônio porque com suas palavras tolas eles nos tiram das águas profundas ", Rubem Alves em artigo publicado na coluna Cotidiano da Folha de São Paulo, em 18/03/2008. Eis o artigo: O vento frio, aos golpes, anunciava que o inverno estava se aproximando. Nuvens cinzentas cobriam os Alpes, como navios que navegavam velozes, levadas pelo vento. Era um velho mosteiro de freiras que praticavam o silêncio, costume abençoado que libertava as pessoas da obrigação de conversar com os vizinhos às mesas de refeições. Não ser obrigado a conversar é uma felicidade. É raro que as pessoas entendam isso. Eu iria dar uma fala, faltava ainda meia hora e procurei um lugar escondido onde pudesse ficar quieto com os meus pensamentos. Achei-o sob uma escada, quase invisível e ali me escondi. Foi então que uma pessoa delicada me viu ali sozinho e bondosamente pensou: "O professor Rubem Alves está abandonado..." Dois minutos depois meu refúgio ...