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Mostrando postagens com o rótulo política

Porquê Pensar?

Acabo de ler o artigo intitulado " Porquê Pensar?"  de Boaventura de Sousa Santos , sociólogo e Professor Catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Tem a ver com a postagem anterior, por isso o reproduzo aqui tal como publicado no sítio do Centro de Estudos Sociais (CES) . Não deixe de ler também o texto "Seis razões para pensar" que faz a mesma discussão na Lua Nova , revista de política e cultura do Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (Cedec) . Eis o artigo: O mundo contemporâneo exige que pensemos mas priva-nos frequentemente das condições para pensar Recentemente, os cientistas sociais do CEDEC, um prestigiado centro de investigação sociológica do Brasil, propuseram-me que, juntamente com eles, tentasse responder à pergunta: porquê pensar? O interesse específico deles era encontrar razões e caminhos para pensar o Brasil mas queriam encontrá-los a partir de uma reflexão mais geral sobre porquê e como pensar as sociedades dos...

Estou triste

Já usei este espaço pra falar sobre a crise de identidade do PT e, mais recentemente, sobre as baixas no partido (Flávio Arns e Marina Silva), por isso, achei muito oportuno reproduzir aqui as palavras do Rubem Alves no artigo "Estou triste", publicado no Portal Aprendiz em 01/09/2009 . Eis o artigo: Chegou-me, via internet, este artigo que publiquei faz muitos anos, a propósito do momento político que o país vivia. Eu havia me esquecido dele. Espantei-me. Eu poderia tê-lo escrito hoje. As máscaras, os nomes, os eventos são outros. Mas o "script" é o mesmo. Será que o escrevi num momento de lucidez profética? "Perdi as esperanças. Escrever, que sempre me foi um motivo de alegria, agora é coisa que faço me arrastando. Penso que o melhor seria parar de escrever. Vinicius se referia à sua "inútil poesia". Poesia é inútil. Os poetas são fracos. As fórmulas dos demagogos são mais palatáveis. Escrevo inutilmente. Minhas tristezas são duas. Hoje esc...

Uma Silva sucessora de um Silva?

Compartilho o artigo de Leonardo Boff publicado em seu sítio no dia 22/08/2009, mas que já tinha saído antes no Jornal do Brasil e O Globo. Segue: Não estou ligado a nenhum partido, pois para mim partido é parte. Eu como intelectual me interesso pelo todo embora, concretamente, saiba que o todo passa pela parte. Tal posição me confere a iberdade de emitir opiniões pessoais e descompromissadas com os partidos. De forma antecipada se lançou a disputa: Quem será o sucessor do carismático presidente Luiz Inácio Lula da Silva? De antemão afirmo que a eleição de Lula é uma conquista do povo brasileiro, principalmente daqueles que foram sempre colocados à margem do poder. Ele introduziu uma ruptura histórica como novo sujeito político e isso parece ser sem retorno. Não conseguiu escapar da lógica macro-econômica que privilegia o capital e mantém as bases que permitem a acumulação das classes opulentas. Mas introduziu uma transição  de um estado privatista e neoliberal para um gover...

Pessoas virtuosas, instituições virtuosas...

É quase unanimidade que esse negócio de Sarney já foi longe demais. Uns querem renúncia, outros, arquivamento de denúncia. Alguns dizem haver um terceiro grupo que quer mesmo é que esse negócio não acabe, até abalar o governo Lula e uma possível sucessão em 2010, pintando um quadro de "quanto pior, melhor". Até faz sentido, mas o fato é que já foi longe de mais. O Lula já devia ter se antecipado e tirado o cara do time, mas o problema é que pisou na bola logo na primeira oportunidade, digo, declaração pública de que Sarney não é " uma pessoa comum ". O fato é que isso tá rendendo e, durante a reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do dia 19, o senador João Pedro leu uma nota do presidente do PT orientando oscolegas do partido no colegiado a votarem pelo arquivamento das ações impetradas pelo PSOL e PSDB contra Sarney. O Berzoini, assim como toda a turma do Governo, acha que todo esse negócio é uma estratégia da oposição para antecipar o debate eleitor...

Deixemos a língua em paz!

" Governantes que quiseram controlar o uso da língua constituem um time de credenciais nada recomendáveis ", escreve o Professor Carlos Alberto Faraco , em artigo publicado no Jornal Gazeta do Povo, de 17/07/2009. Eis o artigo: Quando uma autoridade apresenta projetos de regulação do uso social da língua, eu logo me assusto. E me assusto, em primeiro lugar, como cidadão. Hoje, a autoridade quer determinar como devo usar as palavras. Amanhã vai querer dizer que livros poderei ler. Depois, que músicas poderei ouvir. E, por fim, que ideias e crenças estarei autorizado a ter. Não há como deixar de sentir nestes projetos um forte cheiro de autoritarismo. E essa sensação se agrava – e muito – quando observamos a história do século 20: os governantes que quiseram controlar o uso da língua constituem um time de credenciais nada recomendáveis ( Hitler , por exemplo, queria, em nome da defesa da língua pátria, “purificar” o alemão de palavras do iídiche). Sempre me pergunto se...